Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 18/06/2022
Embora a Constituição federal de 1988 assegure o acesso à educação como o direito de todos os cidadãos, percebe-se que a realidade brasileira vigente difere do que a Carta Magna prevê, visto que os cuidados com a gamificação no futuro do processo educativo não têm sido efetivamente tomados, dado que não há o cumprimento dessa garantia. Dessa forma, fatores como a negligência governamental e a desigualdade social propagam esse óbice pelo âmbito nacional.
Primeiramente, é relevante abordar a ausência de medidas governamentais em não tratar o tema como questão de prioridade. Sob essa ótica, a gamificação tem tido um dos melhores resultados para potencializar o aprendizado e proporcionar o engajamento dos estudantes, entretando, não é contemplada de forma igualitária. Consoante a isso, o filósofo Jonh Lock, afirma que há uma violação no “Contrato Social”, já que o estado não cumpre o papel de garantir que todos os cidadãos gozem de seus direitos imprenscíndiveis, como o direito à educação. Evidencia-se, portanto, que é inadmissível a ineficácia estatal diante da problemática.
Além disso, é notório que a disparidade econômica influencia fortemente o problema. Nessa perspectiva, de acordo com o IBGE mais de 50% dos estudantes não possuem acesso à internet. Sob essa lógica, enquanto a parcela privilegiada possui ingresso a uma educação atrelada à tecnologia, os necessitados perduram sem a estrutura escolar necessária para utilizar os dispositivos eletrônicos que ofertam essa inovadora ferramenta pedagógica. Com isso, torna-se inadiável que as metodologias de aprendizado sejam ofertadas de forma igualitária.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, o Poder Público, em conjunto com o Ministério da Educação, deve investir em meios de comunicação para a classe baixa, para que se possa ofertá-la democraticamente. Ademais, a Mídia, incumbida por moldar a opinião do público, por meios virtuais, como o Twitter, deveria proporcionar debates acerca da importância da gamificação aos estudantes, com o intuito de realizar a proposta feita pela Magna Carta e garantir a gamificação igualitária a sociedade brasileira.