Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 19/06/2022

Segundo o ex-presidente da África do sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, de maneira análoga a isso, a gamificação se mostra como uma possível forma no processo educacional para o futuro. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a ausência de medidas governamentais para o combater o problema e a falta de interesse no escola.

Em uma primeira análise, evidencia-se a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Sob essa ótica, segundo o filósofo contratualista John Locke, tal situação configura-se como uma violação do “contrato social”, visto que o Estado não cumpre a sua função de garantir direitos indispensáveis como à educação de qualidade. Dessa forma, cabe ao Estado no seu papel de provedor de direitos assegurar o acesso a educação de qualidade para todos os cidadãos, o que infelizmente não se mostra na realidade.

Além disso, é notório a falta de interesse dos alunos na escola. Desse modo, de acordo com dados da PNAD de 2019 do IBGE, das 50 milhões de pessoas de 14 a 29 anos que não completaram alguma etapa do ensino básico, a falta de interesse foi o segundo motivo mais citado para o abandono da educação básica. Dessa forma, se mostra importante atitudes para que os alunos se mantenham interessados em estudar nas escolas, e que consequentemente tenha uma diminuição na evasão escolar.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a ampliar a gamificação no futuro do processo educativo do Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, elaborar projetos que ampliem a gamificação nas escolas públicas e particulares de todo país, por meio de parcerias com as secretárias municipais e estaduais de educação, a fim de que haja uma diminuição na evasão escolar na educação básica e consequentemente um maior interesse dos alunos. Somente assim, será possível que a educação seja a arma mais poderosa para mudar o mundo.