Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 21/06/2022

Para o economista Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Entretanto, pode-se observar uma lacuna no posicionamento governamental no que diz respeito a gamificação no processo educativo. Portanto, é imprescindível analisar a escassez de investimento na educação e o estigma associado à ludificação, pois são grandes influenciadores da problemática em questão.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a insuficiência de capital como um dos inibidores do avanço educacional. Nessa perspectiva, Richard Rorty, filósofo pragmatista questiona, “Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?”. Todavia, as autoridades rompem com a condição de garantidor dos direitos individuais, tendo em vista o não cumprimento do Estado com a obrigação de proporcionar meios que auxiliem o progresso social, uma vez que o ensino mantém se desatualizado devido o baixo investimento. Logo, é inaceitável que a situação perdure, visto que os indivíduos se tornam cada vez mais vulneráveis.

Ademais, os entraves acerca do descrédito relacionado a gamificação sintetizam outro desafio a ser sanado com urgência. De acordo com pesquisas feitas pelo IBGE, apenas 79,8% dos jovens de 14 a 29 anos concluem a educação básica. Nesse contexto, há de se perceber a intrínseca relação com o tema, pois a evasão escolar é dada na maioria dos casos pela falta de interesse acadêmico, implantar logísticas de jogos e tecnologia provocaria mais curiosidade aos estudantes. Dessa forma, é inadmissível que parte da população persista alienada, em virtude da geração digital que vem evoluindo.

Portanto, é dever do Governo, conscientizar a população sobre a importância da ludificação e atualizar o ensino por meio de campanhas sociais e maiores investimentos na educação. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser a melhoria da instituição educacional mediante a inserção da gamificação no futuro do processo educativo. Dessa forma, alcança-se o retorno garantido, como defende Lewis.