Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 28/06/2022

De acordo com a constituição federal de 1988, a educação é um direito de todos e é dever do Estado sendo promovida e incentivada por este. Seguindo a lógica, faz-se preciso, apontar os obstáculos que dificultam a gamificação e evolução do futuro educativo do Brasil. Nesse sentido, é relevante ressaltar a desvalorização do Estado em aprimorar a educação e como efeito a evasão escolar crescente no parâmetro brasileiro.

Primordialmente, é necessário destacar a forma passiva com que o Governo lida com o molde pedagógico predominante no país. Isso pois, como afirmou Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de papel”, a legislação é ineficaz, visto que, embora aparenta ser completa na teoria, não é concretizada na prática. Prova disso é a escassez de atuação governamental em promover o interesse dos estudantes atráves da dinâmica tecnológica, de maneira oposta, o ensino brasileiro sustenta um pilar educativo tradicionalista, em meio ao mundo globalizado.

Outrossim, é igualmente necessário apontar a desmotivação e desinteresse educacional como outro fator resultante da inoperância e negligência estatal, logo, colaborando com o progressivo abandono escolar. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra “Instituição zumbi”, do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, na medida que ele destaca que as instituições públicas mantiveram sua forma, entretanto, perderam sua função social. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a lei de 1988 é ineficiente, visto que, sua prática se faz ausente.

Frente a um cenário, de uma educação deficitária e antepassada, faz-se urgente, que os Ministérios da Educação e comunicação priorizem a difusão da internet nos territórios escolares, destinando verbas para reformas e à compra de equipamentos. Entre tais ações, deve-se incluir a dinâmica e jogos interativos, a fim de despertar o interesse dos alunos em estudar, diminuindo a evasão escolar e globalizando o mundo educacional brasileiro. Logo, o princípio jurídico será de fato executado na prática exercendo sua função social, contibruindo para a gamificação e evolução de uma educação primitiva e retrógrada ainda existente na matriz brasileira, bem como, sustentará o pleno desenvolvimento da estudante e seu preparo para o exercício da cidadania.