Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 26/06/2022

Desde a primeira revolução industrial, o mundo vem passando por um processo decorrente de atualizações, cabe aos indivíduos acompanha-lo. De maneira análoga, uma das propostas para a nova educação, é a gamificação, um termo que visa inserir jogos no meio educacional, no entanto diversos fatores servem como empecilho para que isso ocorra. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos: a ausência de investimentos nessa área e a desigualdade social.

Em primeiro plano, percebe-se a negligência estatal para com esse assunto, tendo uma distribuição de acesso de carácter elitista. Dessa forma, a frase do britânico, Sir Arthur, que diz, ´´ a educação nunca será uma despesa, mas sim um investimento com retorno garantido``, não é vista na sociedade atual, uma vez que, a disponibilização deste meio é excludente, ou seja, apenas pessoas com alto poder aquisitivo tendem a ter uma proximidade a essa fase da educação. Desse modo, ao passo que as autoridades máximas prosseguirem com essas ações, esta inovação nunca será 100% garantida.

Outrossim, é visível que há uma enorme diferença entre as escolas públicas e privadas, essa segunda tendo mais benefícios que a outra, evidenciando um cenário desigual. Consoante a isso, segundo o filósofo Pierre Levy, ´´toda tecnologia cria seus excluídos``, sob essa perspectiva, a maioria dos alunos que pertencem a vertente mais socioeconomicamente afetada, continuam sem os devidos meios necessários para a utilização desta nova ferramenta escolar. Com isso, é notável que há outra lacuna para que a aprendizagem sofra uma atualização.

Portanto, em vista dos fatos citados, é importante que medidas sejam tomadas para que este cenário mude. Logo, o Ministério da Comunicação, responsável por ocasionar a inclusão digital, deve trabalhar em políticas públicas mais efetivas para que isso ocorra de forma eficaz. Além disso, é necessário que os Ministérios da Educação, juntamente com o governo de cada estado, mandem, mensalmente, verbas, para que haja um funcionamento melhor dos aparelhos tecnológicos nas escolas públicas. Somente assim, a gamificação será algo presente e igualitário para todos.