Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 25/06/2022

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor a situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a gamificação no processo educativo, ainda que ele seja estigmatizado por parte da sociedade. Nesse sentido, a fim de mitigar os bens relativos a essa temática é importante analisar a expansão no mercado de trabalho e o avanço da educação no país.

Em primeira análise, evidencia-se a expansão no mercado de trabalho, que favorece a realidade vigente. Sob essa ótica, a gamificação tornou-se popular na sociedade, pois abrange diversos campos tecnológicos. A utilização da gamificação no mercado de trabalho aumentou significamente nos últimos anos, visto que a aplicação desse método em empresas ao redor do mundo, contribui com o aumento no capital de giro. Dessa forma, é crucial o incremento da gamificação no país com o objetivo de desenvolver habilidades necessárias no mercado de trabalho.

Além disso, é notório o avanço educacional que coopera com o óbice discutido. Desse modo, a gamificação garante o desenvolvimento educacional ao despertar o interesse dos alunos em sala de aula, promovendo a participação e o diálogo. Consoante a isso, o filósofo Immanuel Kant, relata que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Diante disso, urge a aplicação desse mecânismo no âmbito escolar, haja vista que é benéfica ao avanço da educação.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a gamificação no processo educacional. Desse maneira, cabe ao Poder Executivo em parceria com o Ministério da Educação, a inserção da gamificação nas escolas, através da utilização de verbas, por meio de políticas públicas, com o objetivo de desenvolver habilidades socioemocionais, e garantir a efetivação da aprendizagem, a fim de diminuir a evasão escolar e incentivar a educação básica. Somente assim, a teologia do traste de Manoel Barros não será mais presente na sociedade brasileira.