Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 01/07/2022

O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, retrata em sua obra “modernidade líquida” a fluidez das relações sociais e a rapidez na maneira em que as pessoas transformaram seus estilos de vida. De maneira análoga a isso, é essencial que a população se transforme e insira a gamificação nas formas de aprendizado. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a evasão escolar pela falta de interesse e o futuro da educação.

Nesse contexto, evidencia-se que o principal motivo que faz os estudantes pararem de frequentar as aulas é a falta de interesse. Sob essa ótica, segundo um levantamento do IBGE, das 50 milhões entrevistadas, 40% abandonou a escola pela ausência de interesse. Dessa forma, é incontrovertível que, a introdução da gamificação no ensino diminuiria as elevadas taxas e contribuiria para o aumentar a participação, interesse e autonomia nos estudos.

Além disso, é notório o estímulo que a forma de ensino gamificada atribui aos alunos. Desse modo, segundo o psicólogo suíço especialista em educação Jean Piaget, a melhor forma de ensino é arranjando modos para a criança aprender, criando situações-problemas para elas mesmas desenvolverem uma solução racional e coerente. Consoante a isso, o modo como o educador trabalha com os alunos na sala influencia totalmente na qualidade e absorção do conteúdo ensinado.

Depreende-se, portanto a adoção de medidas que venham aderir a implementação do ensino gamificado no Brasil. Dessa maneira, cabe ao governo elaborar projetos para efetuar, de maneira ideal, leis de obrigatoriedade sobre gamificação nas instituições de ensino, por meio do Ministério da Educação e das Comunicações, através da destinação de verbas para a realização. Espera-se, com isso, que a base de ensino adquirida na escola seja utilizada para resolver outras tarefas do cotidiano. Sendo assim, os estilos de vida seriam mudados e melhorados.