Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 01/07/2022
“Um jogo para aqueles que procuram uma forma de deixar seu mundo pra trás”. O slogan do jogo presente no filme “Jumanji”, sintetiza o propósito dos jogadores ao adentrar no universo fictício dos videogames. Todavia, faz-se possível a aliança dos jogos com as expectativas do mundo real através da gamificação, que visa a aplicação de habilidades desenvolvidas pelos jogos na conquista de objetivos reais. No entanto, o desinteresse institucional acerca da estagnação do sistema educacional e consequentemente a má-formação de indivíduos, distanciam a possibilidade da gamificação como futuro do processo educativo.
A priori, evidencia-se que o sistema de ensino tradicional brasileiro desafia o avanço da educação, já que não promove as transformações necessárias, como a inserção do virtual para estimular o interesse dos estudantes. Sob essa ótica, a resistência das escolas em mudar o caráter monótono das aulas e se adaptar a atual era, por meio da gamificação, afasta o público discente, o que, se confirma no dado exposto pelo IBGE em 2019 de que mais de 20% dos jovens, não tem educação básica. Assim, tal questão só será solucionada a partir de mudanças internas na base curricular que rege o ensino.
A posteriori, ainda se destaca a omissão estatal diante das possibilidades oferecidas pela educação associada a gamificação. Desse modo, a falta de tais investimentos no desenvolvimento dos indivíduos limita habilidades, tais como o aumento da produtividade, disciplina e o seguimento de regras, que favorecem, além das instituições de trabalho, a sociedade em geral, pois como cita o famoso matemático Pitágoras “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham possibilitar a presença da gamificação no ambiente escolar para a evolução da educação brasileira. Dessa maneira, cabe ao Estado atender as demandas educacionais, através de investimentos em recursos tecnológicos nas escolas, por meio do repasse de verba entre os responsáveis, a fim de viabilizar a inserção dos jogos no ambiente acadêmico. Ademais, o Ministério da Educação pode realizar alterações na BNCC, visando a mudança da postura das instituições diante do novo. Somente assim, os jogos passarão a ser uma extensão do mundo real e não mais um refúgio.