Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 02/07/2022
O evento denominado como Terceira Revolução Industrial,possibilitou que a tecnologia se tornarsse um elemento essencial no cotidiano da população, o que ocasionou inúmeros avanços na sociedade. Nesse prisma , surge a gamificação,metodologia que utiliza jogos para despertar o interesse nos alunos e melhorar o aprendizado. Contudo, a gamificação enfrenta desafios para ser democratizada, seja pela desigualdade social ou falta de participação da família.
Nessa pespectiva, evidencia-se que, a desigualdade social tem uma forte influencia na implementação da gamificação.Sob essa ótica, o escritor brasileiro, Ariano Suassuna, diz que a sociedade brasileira é dividida em duas vertentes, as dos privilegiados e as dos despossuídos. Dessa forma,enquanto a parcela privilegiada possui acesso a tecnologia atrelada a educação,permitindo um ensino melhor, os despossuídos perduram sem uma estrutura escolar necessária para o uso dessa tecnologia.Com isso, fica impossibilitada a oferta de um ensino igualitário.
Outrossim,é notório a diferença que a participação dos pais têm sobre a vida acadêmica dos filhos.Desse modo, a Constituição Federal de 1988, afirma que a educação é dever do Estado e da família. Consoante a isso, a influencia dos pais pode fazer com que as crianças se interessem mais pelos estudos e com o processo da gamificação o estímulo se torna ainda maior, pois os responsáveis podem jogar e acompanhar o rendimento dos filhos a partir da implementação dos jogos, como metodologia de ensino em todas as escolas.
Depreende-se, portanto, à adoção de medidas que venham ampliar o uso da gamificação nas escolas de todo território nacional. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação (MEC),fazer mais investimentos em aparelhos tecnológicos nas escolas de rede pública, além de fornecer uma internet de mais qualidade a esses alunos, a fim de trazer um ensino cada vez melhor e tentar fazer com que os alunos se interessem mais pelos estudos, aumentando significadamente o número de estudantes que se preocupam em aprender os conteúdos. Somente assim, o país terá uma educação com menos desigualdade, permitindo que todos os alunos tenham acesso a nova tecnologia e melhore os seus rendimentos na escola, contribuindo ainda mais para o avanço da Terceira Revolução Industrial.