Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 03/07/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a gamificação no futuro do processo educativo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e falta de recursos.

Em uma primeira análise, é notório que o governo negligencia a educação no Brasil. Nesse sentido, é evidente que há falta de investimentos, visto que muitas escolas não possuem infraestrutura necessária para ter aulas com jogos. Em virtude disso, muitos alunos não terão aulas de qualidade por conta da precariedade dos materiais fornecidos pelo governo. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, confira-se como uma violação do “contrato social”, já que o governo não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação adequada.

Além disso, é fundamental apontar a falta de recursos como um impedimento para alcançar bons resultados no processo educativo com a gamificação. Segundo dados da pesquisa TIC Educação, 6% das escolas ainda não possuem acesso à internet. Nessa lógica, muitas instituições ainda não estão preparadas para ter esse ensino, pois a falta de internet impossibilita o acesso aos jogos educativos. Somado a isso, também é evidente a falta recursos tecnológicos, como tablets e computadores em várias escolas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo em parceria com o Ministério da Educação, disponibilize aparelhos tecnológicos e internet para as escolas, por meio de doações desse materiais, para que os alunos possam ter aulas com jogos – desse modo, as instituições de ensino estarão aptas para ter aulas com jogos educativos e os alunos aprenderão de forma mais dinâmica -, a fim de que a gamificação ajude no processo educativo dos alunos. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade que tem estudantes mais interessados no aprendizado e mais participativos nas aulas.