Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 11/07/2022
A Constituição de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à educação. Contudo, apesar de o amparo normativo, há, na hodierna sociedade verde-amarela, um irrisório respaldo à “gamificação”: o futuro do processo educativo, devido, majoritariamente, não só à inoperância governamental, mas também à má-formação socioeducativa. Por conseguinte, torna-se imperioso a análise dessa conjuntura, de modo a revertê-la, paulatinamente, da coletividade.
Nessa perspectiva, é cabível ressaltar o livro “Uma teoria de justiça”, do contratualista Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos cidadãos, como a educação e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato, quando se observa a ausência de atuação dele no que diz respeito à inserção de atividades acadêmicas realizadas de forma virtual, de maneira a despertar o interesse dos estudantes, o que deturpa totalmente a Magna Carta. Dessa forma, no país tupiniquim, a escassez de ações diversificadas, como a utilização jogos lúcidos, entre outros fatores, contribui, consoante o IBGE, a exorbitante taxa de pessoas de 14 a 29 anos que sequer concluíram alguma etapa da educação básica. Assim, para a reversão desse quadro deletério, o apoio estatal é imprescindível.
Além disso, alude-se ao pensamento do educador Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e conscientes, haja visto que há muitos jovens que não conhecem os benefícios, dada a possibilidade de estudar a partir de missões ou desafios, envolta à junção de ensino e jogos. Dessa forma, faz-se necessária uma mudança na postura das instituições de ensino. Dessa forma, faz-se necessária uma mudança na postura das instituições de ensino.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação – órgão responsável pelos aspectos educacionais da nação – adequar, por meio de uma alteração da BNCC, às disciplinas básicas, jogos interativos, a fim de diminuir sibstancialmente, com a concretização desses que são o futuro do processo educativo, a evasão escolar. Quiçá, com isso, efetivar-se-á o que preceitua a Constituição Cidadã.