Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 07/07/2022
A Constituição Cidadã de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o elevado índice de evasão escolar no Brasil. Desse modo, faz-se necessária a observação dos fatores que favorecem esse quadro, que são: o sistema educacional arcaico e a falta de interesse dos alunos.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de investimentos em inovação do sistema educacional Brasileiro, por parte do Governo Federal. Dessa forma, percebe-se que a educação tadicional está falhando, visto que não pro promove novas habilidades, como: criatividade, autonomia e trabalho em equipe. Habilidades essas que poderiam ser facilmente desenvolvidas através da gamificação da aprendizagem. Essa conjuntura, segundo ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do Contrato Social, pois o Estado não está cumprindo seu dever de garantir um dos direitos fundamentais aos cidadãos, como a educação de qualidade.
Ademais, é importante ressaltar o desinteresse dos jovens como impulsionador da decadência do sistema educacional do país. Segundo dados do PNAD, quase 30% dos alunos saem da escola por falta de interesse. Dessa maneira, observa-se que esses estudantes desistem da escola por não se sentirem estimulados e valorizados por suas habilidades. Portanto, uma eficiente estratégia para resolver esse impasse seria inserir jogos em sala de aula a fim de despertar o interesse e a participação dos jovens nas atividades curriculares.
Logo, mostra-se a necessidade de se combater tais obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da educação, insira a gamificação como estratégia de aprendizagem nas escolas públicas e privadas do Brasil, por meio de aulas dinâmicas de informática e jogos em equipe, com o objetivo de engajar os alunos ao aprendizado e estimular novas habilidades, como: cooperação, criatividade e autonomia. Assim, se consolidará uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Constituição Federal.