Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 09/07/2022
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. A partir dessa perspectiva, é possível observar que a realidade contemporânia se distancia desse ideal democrático, haja vista que a gamificação – a qual utiliza dinâmicas de jogos objetivando despertar o interesse e a melhora no aprendizado - representa um dos principais progressos obtidos na educação por meio do setor tecnológico, entretanto seu uso ainda não foi democratizado entre os estudantes brasileiros. Desse modo, é fulcral analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e a falha educacional.
Diante desse cenário, é necessário ressaltar a inoperância estatal como principal propulsor dessa ocorrência. Diante disso, tal perpectiva decorre do fato de que, assim como pontuou o economista Murray Rothbard, uma parcela dos representantes estatais, ao se orientar por um viés individualista , negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como a prensença da tecnologia na educação. Sendo assim, faz jus ao papel do Ministério das Comunicações no óbice, visto que o órgão responsável pela inclusão digital tem sido insuficiente para reverter a estrutura elitista que impede que a gamificação seja amplamente difundida. Logo, é notório a importância da análise desse problema, para que os cidadãos possam usufruir das práticas modernas do século XXI.
Além disso, vale ressaltar que a lacuna no sistema educacional potencialisa tal conjuntura. Segundo o filósofo Pierre Lévy, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Diante disso, há uma desvalorização no que tange a importância de abranger práticas diversas à educação, como exemplo a gamificação. Nesse cenário, percebe-se necessário o estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e conscientes a partir da junção do ensino e jogos.
Logo, é necessário que o Ministério da Educação, ao lado do Ministério das Comunicações, reforme os espaços de informática das escolas, além de priorizar a difusão da internet no território nacional, para que se possa ofertá-la de forma igualitária no âmbito socioeducacional. Assim, a gamificação atingirá um maior número de educando e seu objetivos de melhora da aprendizagem será efetivado.