Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 13/07/2022
A obra “Compressão espaço-tempo”, do notável geógrafo britânico David Harvey, expõe acerca dos processos evolutivos dos modais de transporte, uma vez que foram, gradativamente, alavancados pelo meio técnico-cientifíco-informacional. De maneira paralela à obra, nota-se, no mundo hodierno, a necessidade da integração de recursos digitais ao meio educacional, sobretudo da gamificação atrelada ao sistema pedagógico, pois com o aprimoramento cibernético a educação não pode se tornar um recurso obsoleto. Assim, é primordial que a tecnologia esteja, diretamente, interligada à educação.
Nesse contexto, o sociólogo espanhol Manuel Castells reforça, no programa “Fronteiras do Pensamento”, a precariedade de utilização das ferramentas digitais na educação, uma vez que esses mecanismos, os quais, grande parte dos indivíduos estão submersos, são fatores potenciais ao auxílio de aprendizagem bem como a ausência dele torna as organizações de ensino ambientes obsoletos. Assim, torna-se notório que o processo de gamificação, além de ser o atual e futuro recurso essencial educacional, é também potencializador a fim de tornar o ambiente educativo ósseo em espaço dinâmico e interativo.
Outrossim, é válido ressaltar a necessidade da educação digital por grande parcela social, pois é fundamental ao ponto de vista socioeconômico, visto que a gamificação está englobada não só para com o parâmetro de instituições educacionais, mas também para ambientes simulados de planejamento estratégico de organizações. Nesse sentido, o pesquisadore em ciência da informação Pierre Lévy discute sobre a continuação da tecnologia, a qual dispõe de captadores interconectados que aumentam o ambiente do indivíduo. Assim, é explícito notar o papel primordial da gamificação tanto para espaços de aprendizagem escolar quanto para empreendimentos.
Urge, portanto, à Associação Brasileira de Software expandir políticas midiáticas para que fomente a educação digital não só da população, mas também de órgãos pedagógicos, por meio de simpósios regionais e, principalmente, engajamento midiático. Assim, como efeito, tornam-se métodos com a finalidade de engajar a sociedade à educação, atrelada à tecnologia, e evitar a obsolência educacional.