Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 13/07/2022
Na série Grey’s Anatomy, disponível na Netflix, retrata-se, frequentemente, o uso de aparelhos automatizados que funcionam, a partir de jogos interativos, como ferramentas para acelerar a absorção do conteúdo médico por parte dos internos. Fora da ficção, é inegável as vantagens que este tipo de inserção no parâmetro educacional possibilita, entretanto, principalmente devido ao descaso governamental, estas tecnologias não são muito comuns no Brasil hodierno.
A partir disso, é válido ressaltar os impactos positivos a partir do uso da gamificação na educação. Visto que, segundo estudo realizado pela faculdade Oxford, os jogos exercitam parte do cérebro responsável pela tomada de decisões, deixando os indivíduos que os utilizam mais atentos e funcionais. Com base nisso, é notório o aproveitamento dessas ferramentas como estimulantes ao processo de aprendizagem e a manutenção da atenção dos estudantes, pois, com o uso de tais ferramentas, utilizando de regras, objetivos e prêmios, o estudante terá maior interesse e, consequentemente, maiores resultados em sua educação escolar.
Todavia, mesmo com todas as vantagens apresentadas, ainda é uma dificuldade o uso da gamificação no processo de ensino brasileiro, graças ao descaso governamental existente. Pois, segundo o website G1, os cortes na educação brasileira já ultrapassam 1 bilhão de reais, número que implica no funcionamento das instituições e universidades de ensino. Embasado nisso, é perceptível o estado de calamidade existente nessa área, impossibilitando, em várias escolas, manutenções básicas e mantimento de profissionais, o que torna ainda mais distante o cenário ideal da gamificação inserida no cotidiano escolar.
À vista disso, fica evidente que a gamificação no ensino brasileiro ainda é um futuro distante. Desse modo, faz-se essencial a atuação do Estado para que este cenário seja superado. Para isso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, será revertido em investimentos para a criação de programas como “Gamificação: inovação futura”, que disponibilizará todas as ferramentas necessárias para seu uso. Desse modo, com a gamificação realmente aplicada, viveremos em um país semelhante ao mundo ficcional idealizado.