Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 25/09/2022

Na obra " A Cidade do Sol", do escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o processo educacional valoriza as ciências e tecnologias. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que o baixo uso dos “games” como ferramenta educacional apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização do pleno funcionamento social. Esse cenário antagônico é fruto tanto do ideal “Instituições Zumbis”, quanto da “Microfísica do Poder”. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em uma primeira análise, é imperioso notar que o descasso do Estado potencializa os altos números de evasão escolar no Brasil. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que os descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob, essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, 1 em cada 4 jovens brasileiros não completaram o ciclo básico de ensino ,como revela uma pesquisa do G1, isto é, houve abandono escolar, assim, uma mudança com o uso dos jogos como ferramenta educacional pode mudar o rumo da educação.

Ademais, é lícito apontar o pensamento " Microfísica do Poder" como um agravador do quadro. Segundo o filósofo francês Michel Foucault, a sociedade é marcada por relações assimétricas de poder em escala individual ou social. Diante de tal exposto, os altos indíces de evasão escolar podem ser evitados, isto é, tornar a escola e a jornada educacional mais interessante , assim, esse processo será realizado com os jogos presentes no cotidiano escolar. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Fica claro, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de incluir os games no cenário educacional, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Legislativo, será revertido em atos políticos, por meio da capacitação de professores, programas para acessibilidade de jogos nas escolas do país. Desse modo, será ampliado o poder da educação na vida dos cidadãos.