Gamificação: o futuro do processo educativo?
Enviada em 26/10/2022
O Livro “Jogador número 1” retrata uma realidade distópica, em que, devido aos riscos do mundo real, a educação é feita através de um vídeo game. Longe, da ficção, no Brasil, a gamificação no meio educacional possui inúmeros benefícios, os quais não são aproveitados devido ao desconhecimento sobre o tema e a falta de investimentos nessa área. Há,afinal, a necessidade de superar estes entraves.
A princípio, é importante ressaltar o aspecto informacional nesta situação. Neste âmbito, o Filósofo Aristóteles afirma que o erro surge da falta de conhecimento. Tal premissa, encaixa-se perfeitamente nesta situação, uma vez que os benéficos da gamificação não são aproveitados porque a população brasilera não só os desconhece, como também possui estigmas quanto a estas tecnologias. Muitas pessoas, por exemplo, associam os jogos apenas ao divertimento. Comprende-se, neste ínterim, a necessidade de se romper com este paradigma.
Concomitantemente, é importante salientar o papel governamental nesta questão. Neste viés, o Censo escolar de 2021 afirma que ainda são muitas as deficiências estrturais e logísticas enfrentadas pelas instituições de ensino. Este dado estatístico evidencia que os benefícios do uso de jogos para o aprendizado não será implantado devidos as persistentes problemáticas existentes no ambiente estudantil brasileiro. É paradoxal, nesse sentido, falar de utilização de tecnologias qie melhorem o ambiente escolar e o aprendizado, enquanto necessidades básicas das escolas e instituições de ensino não são sanadas. Compreende-se,pois, que é necessário reavaliar a atuação estatal neste setor.
Por tudo isto, faz-se necessária a intervenção civil e estatal.Neste contexto o Ministério da Educação deve promover, nos ambientes públicos, palestras elucida-
tivas e atividades lúdicas administradas por pedagogos que possam, mediante ao discurso informativo, alertar a população dos benefícios da gamificação na educação com o fito de romper com a desinformação. Com precisão análoga, o Ministério do Desenvolvimento deve fazer levantamentos estatísticos e logísticos sobre as instituições de ensino e propor melhorias pautadas na destinação de recursos e na correção de necessidades estruturais. Dessa forma, estes problemas serão, de fato, superados.