Gamificação: o futuro do processo educativo?

Enviada em 08/08/2023

Conforme a Constituição Federal de 1988, educação é um direito de todos. Entretanto, o processo de aprendizagem por meio de jogos ainda não é comum no Brasil, tanto pela falta de apoio Estatal quanto pelo preconceito do tecido social.

A princípio, é notória a negligência governamental como propulsora desse cenário. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro ‘‘O Príncipe’’, para manter o poder, os governantes devem priorizar o bem univesal. Todavia, o poder público contraria o autor, ao não investir em processos modernos de educação, os que quais aumentariam o interesse dos jovens pela busca de conhecimento. Dessa forma, é inadmissível a cotinuedade dessa conjuntura, visto que a falta de adaptação da metodologia de ensino em relação à nova geração, termina por impossibilitar esse grupo civil de aprimorar sua aprendizagem.

Além disso, evidencia-se o preconceito do tecido social como agravante desse impasse. Nessa lógica, a obra literária de José Saramago, ‘‘Ensaio sobre a Cegueira’’, retrata uma sociedade moralmente cega, definida pelo egoísmo e inércia social. Paralelamente, nota-se a apatia do corpo civil acerca da utilização de artifícios lúdicos na educação, devido ao fato de acreditarem que jogos atrapalham o desenvolvimento educativo dos alunos, de modo a caracterizar esse recurso como um meio exclusivo de lazer e distração. Diante disso, é inaceitável que a coletividade se mantenha moralmente cega em relação ao uso de jogos educativos em salas de aula, uma vez que a postura preconceituosa coopera para a manutenção desse revés no terriório pátrio.

Dessarte, alternativas são cruciais para reverter essa conjuntura. Logo, cabe ao Ministério da Educação - responsável pela diretriz nacional de ensino - garantir a utilização da gamificação na metodologia educacional, sobretudo, no ensino fundamental, por meio da inclusão de jogos educativos na grade nacional de educação, de modo a administrar cursos de capacitação aos professores para que a matéria seja administrada com uma lógica de pontos e objetivos, a fim de que haja suporte do Estado e atenuação do preconceito a médio prazo. Assim, a Carta Magna será honrada e a forma de aprendizagem atualizada.