Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 13/07/2022
A necessidade de uma exposição social e midiática tem se tornado cada vez mais frequente e perigosa para todos os usuários, principalmente com aqueles que tem contato e liberdade em redes sociais mas não possui consciência das consequências que podem ser acarretadas ao mesmo.
Segundo um estudo realizado pela Kantar (empresa especializada em pesquisas de mercado) o aumento do uso de redes sociais na pandemia houve um acréscimo de 40%, com o constante contato com elas novos esteriótipos foram criados e/ou restabelecidos, assim como a linha de auto-aceitação veio como um meio de quebra deles, mas, com a falta de moderação e conhecimento dos mesmos, seu exagero tornou muitos usuários vitimas de transtornos mentais sociais, como a fobia social, depressão, ansiedade entre outros. Gerando pessoas que entraram em negação do meio, da humanidade, confusas em tantos pensamentos e ideias do futuro ou delas mesmas, chegando a deturpar a imagem alheia na própria mente, com uma alta valorização do eu, e tornando a vivencia com outros insuportável para si, ou como no mito de Narciso, um rapaz fissurado no próprio reflexo que termina afongando-se em um rio, ter uma personalidade narcisista e tóxica para com terceiros.
“O narcisista é egoísta, presunçoso e ignora os sentimentos e necessidades dos outros”, diz a psicóloga Ramani Durvasula, a ideia extrema de alguém pensar que é melhor do que todos em sua volta tende a ser auto-destrutiva, pois o convívio de terceiros e debate com a mesma é além de estressante, infértil.
Contudo, é preciso que haja mais acompanhamento psicológico e terapeutico por parte de todos os usuários que sentem qualquer tipo de influência negativa por parte de bolhas nas midias e que pesquisem mais nas consequências que podem vir a acontecer por suas devidas ações.