Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 26/07/2022
Ao afirmar em sua célebre canção: “Admirável Chip Novo”, a grande compositora Pitty faz, de certo modo, uma crítica à mídia que aliena a sociedade criando valores irreais. De fato, ela estava certa, pois a geração narcisista se mantém através das aparências nas redes sociais, se tornando cada vez mais individualizados. Na contemporaneidade as dificuldades aumentam, seja pelo descaso governamental ou seja pela falha social.
Em primeiro lugar, na obra “O Cidadão de Papel” do escritor Gilberto Dimenstein, é esclarecia a crítica ao sistema de leis do Brasil, que tem uma boa elaboração, porém carece de efetividade a prática. Sob esse viés, a obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto à falta de zelo pela saúde pública, que deveria ser garantida segundo a Constituição Federal. Estima-se que 15% da população sofre de Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN), a porcentagem alarmante reforça a falta de interesse do governo em prezar pela saúde mental da sociedade que a longo prazo pode se tornar agressiva e desunida.
Outrossim, é possível refletir através da frase do escritor Oswald Sanders, que cita: “Olhos que olham são comuns, olhos que veem são raros”, a cegueira da sociedade pós-moderna ciente das problemáticas que a assolam, destarte da manipulação do indivíduo através de sua mídia social. Decerto, no documentário “O dilema das redes” reafirma como os jovens manipulam suas postagens na Internet para se sentirem superiores e ganharem reconhecimento, esse é um comportamento de auto risco que tem como consequência a exclusão social dos demais que não se adéquam a esse sistema.
Portanto, é dever do Estado garantir tratamento psicológico gratuito a todos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando tratamento de qualidade e tornando o convívio social agradável. Ademais, é obrigação do corpo social utilizar com responsabilidade o meio tecnológico conscientemente por intermédio de campanhas comunitárias, suspendendo a exposição virtual e exterminando a necessidade desenfreada por aprovação.