Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?

Enviada em 08/08/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da “Geração narcisita”, problema que afeta os indivíduos e a sociedade como um todo. Isso ocorre devido ao individualismo e ao ritmo de vida acelarado; fatos que culminam em preo- cupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais proble- mas .

Primeiramente, cabe citar a tese “Modernidade líquida”, de Zygmunt Bauman, que diz que a contemporaneidade é marcada pela volatidade das relações sociais: o in-

dividualismo e a fragmentação dos laços afetivos. Sob esse viés, percebe-se que a realidade bauniana reflete o crescimento do narcisismo social, uma vez que este resulta da necessidade exarcebada de atenção, principalmente virtual desde o ad- vento da internet, fato que gera indíviduos ansiosos, apáticos e fragmenta os seus laços sociais, tornando tudo momentâneo, tal qual os conceitos de Bauman.

Outrossim, convém pontuar que as mídias sociais têm reforçado unanimamente a necessidade de ter reconhecimento em uma rede global, mas sendo, em contra-partida, elas próprias as responsáveis por mazelas como nomofobia, isolamento, ansiedade, desatenção, dentre outros. Portanto, os indíviduos adquiriram um ins-tinto quase que de sobrevivência em serem vistos, reconhecidos e ganharem umas “migalhas de atenção” em apps como o Instagram, a fim de se reafirmarem como bonitos e dignos, mas nunca ficando satisfeitos. Ilustra bem essa problemática a célebre frase da jornalista Eliane Brum: “Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e, também, do outro”

Portanto, cabe às famílias limitarem o uso de eletrônicos em suas casas, através da substituição dos mesmos por outras atividades como ir em parques ou caminhar ao ar livre, com a finalidade de remediar não somente o ritmo de vida acelerado, mas também o individualismo. Assim, espera-se uma sociedade mais empática.