Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?

Enviada em 25/08/2022

No período da Idade Moderna, Caravaggio, pintor italiano, criou uma obra chamada narciso. Nesta pintura é representado o narcisismo, com um homem encarando seu reflexo de forma que parece ama-lo obsessivamente. De forma congênere a isso, este problema tem crescido e afetado cada vez mais nossa sociedade. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a influência de outras pessoas e a banalização desse transtorno.

Em primeira análise, evidencia-se que a opinião dos outros é um fator que interfere muito sobre o ser, de modo que o excesso de enaltecimentos ou julgamentos sobre a pessoa pode faze-la criar uma fixação por si mesma, se sentindo superior aos outros e gerando a necessidade de ter a aprovação alheia. Dessa forma, o aumento dessa doença tem sido por grande parte, um feito dos próprios seres humanos.

Além disso, é notório que não se discute o suficiente sobre esse problema cada vez mais presente em nosso cotidiano. As redes sociais são uma prova disso, é comum ver fotos de pessoas com a aparência ‘‘perfeita’’ e se comparar, tentar se tornar outra pessoa somente para receber elogios, como cita o físico, Albert Einstein: “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”. Consoante a isso, apesar de inovações como as edições poderem nos auxiliar com a aparência em fotos ou vídeos, não devemos depender delas.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a conter este transtorno. Dessa maneira, cabe ao ministério da saúde realizar campanhas para um tratamento profissional quanto a essa doença, e até a própria sociedade, principalmente aos influenciadores, expor a realidade do ser humano, seja por meio de publicações em redes sociais ou até mesmo palestras, é de suma importância que todos estejam cientes que não existe alguém superior. Somente assim teremos um controle sobre o distúrbio.