Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?

Enviada em 20/09/2022

Etimologicamente associado ao mito grego de Narciso, o qual, alegoricamente, traz uma reflexão sobre o individualismo - ao contar que um jovem morreu em consequência do culto excessivo à sua própria imagem - o termo “geração narcisista” descreve uma problemática contemporânea. Nesse sentido, o título fala sobre um corpo social que suplica por aceitação como efeito da superficialidade das relações e de uma educação familiar pautada no condicionamento comportamental à prêmios.

Em primeira análise, é lícito pensar que uma geração narcisista se distancia da ideia de saudável de amor próprio, enquanto se aproxima de uma carência por aceitação. Diante disso, a sua formação está atrelada a superficialidade dos relacionamentos sociais, realidade que é intensificada com o usufruto do mundo virtual, ambiente em que a pessoa cria uma personagem, com atributos que julga ideias para ser aceita. Posto isso, é coerente retomar o estudo do sociólogo polonês, Zigmmunt Bauman, o qual afirma que a sociedade moderna, palco das inovações tecnológicas, embasa as suas relações em verdades ilusórias, fator que as tornam frágeis e superficiais. Por conseguinte, a geração narcisista revela-se incapaz de manter relações sociais, haja vista que se preocupa com a manutenção da sua imagem idealizada.

Outrossim, é importante fazer menção sociolólogo Durkheim, quando esse defende que a família é um dos principaid agentes no porcesso de sociabilização do indivíduo. Perante o exposto, no que tange a problemática da formação de geração narcisista, a família deve ser citada entre as causas geradoras, considerando-se que ao criar um sujeito oferecendo recompensas a todas as suas ações não estimula nele a responsabilidade de cumprir suas obrigações, pelo fato de que precisam ser feitas. Consequentemente o indivíduo é educado na compreensão de que sempre será suficiente para ser recompensado.

Portanto, urge que o indivíduo reconheça a importância da construção de relações sólidas, por meio de ajuda psicológica, a qual o torne capaz de reconhcer a sua beleza na sua verdade, que assim o liberte do personagem carente. Isso precisa ser feito, para que o sujeito seja capaz de manter relações duradouras.