Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 20/09/2022
Com o desenvolvimento científico e tecnológico da pós-modernidade, a sociedade deixou de lado o teocentrismo para adotar uma postura antropocêntrica, na qual o ser humano ocupa uma posição de centralidade em relação ao universo. Com isso, cresce o narcisismo na sociedade - agravado pelo advento das redes sociais - fazendo criar uma geração egoísta, antipática, com baixa autoestima e em busca constante por aceitação do meio.
Em primeira análise, vale salientar que o narcisismo é considerado patológico em seu mito de origem, afinal, Narciso morreu por se apaixonar pela própria imagem. Outrossim, o narcisismo é citado por Sigmunt Freud como sendo um início de comportamento autodestrutivo, visto que narcisistas dificilmente mantém relações estáveis em sua esfera social, devido a dificuldade de desenvolver empatia e confraternidade.
Ademais, com o crescimento das redes sociais, a sociedade atual se tornou “escrava” de sua imagem ostentada nas mídias. Como Jean C. Bouchoux conta em seu livro “Os Perversos Narcisistas”, a imagem vendida nas redes sociais faz com que as pessoas criem personagens e acreditam ser amadas. Nesse sentido, os usuários acabam se tornando excessivamente obcecados pela própria imagem, desenvolvendo transtornos de personalidade e identidade, sintomas que segundo Freud, pode levar a depressão.
Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Posto isto, Cabe ao Ministério da Educação à criação de campanhas de conscientização nas escolas sobre os males do narcisismo na sociedade. Por meio de palestras para professores, pais e alunos, doutrinar à sociedade sobre os danos negativos que o comportamento narcisista causa ao indivíduo e ao meio social. Além disso, cabe a grande mídia, em parceria com o MEC, criar comerciais nos meios de comunicação e mídias sociais sobre o uso correto da imagem e da exposição na internet. Dessa forma, rumar para uma sociedade mais empática, fraternal e consciente de sua responsabilidade afetiva.