Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 07/09/2022
Na modernidade, os indivíduos estão cada vez mais atomizados e subjugados pela autorreferência. Não é incomum, pessoas se exporem excessivamente nas redes em busca de atenção e reconhecimento, pois, os tempos atuais carecem de um sentido amplo e profundo.
Primeiramente, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman ,as relações interpessoais, no mundo moderno, são extremamente fugazes, desse modo, a geração atual praticamente desconhece vínculos duradouros que requérem autossacrifício e resiliência para mantê-los. Assim, o que sobra é um modo de viver narcisítico que prioriza a satisfação dos desejos imediatos e, principalmente, hedonistas, como forma de compensar as incertezas e volatilidades da vida.
Por conta disso, a geração hodierna vê-se em meio a agonia, pois não há parâmetros sólidos que estruturem seu modo de viver, apenas uma postura iconoclasta advinda de uma recusa existencial. Logo, a autorreferência norteia todas as relações, numa espécie de culto ao “eu”, que diminui sensivelmente a empatia, tornando as relações frustrantes.
Com vistas a mitigar o comportamento narcisista e autorreferente desta geração, os Ministério da Educação e o Minitério da Saúde via psicólogos devem promover palestras semestrais para os alunos do ensino médio, as quais devem mostrar os efeitos maléficos do narcisismo e como contorná-lo. Desse modo, teremos pessoas que terão relacionamentos mais saudáveis e parâmetros melhores para viver.