Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?

Enviada em 29/09/2022

O livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo” mostra a necessidade da personagem ser vista pela sociedade como a garota perfeita para conquistar a fama e o sucesso. Atualmente, em que tudo gira em torno das redes sociais e nessa precisão de aparência perfeita, ocasiona uma geração narcisista e, talvez, doentia. Isso é consequência, principalmente, da má influência midiática.

Em primeira análise, desde os avanços tecnológicos, as interações de forma online fizeram-se essenciais na rotina da população. Para Bauman, “a modernidade é liquída”. Nesse sentido, constata-se que as relações sociais são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. Dessa forma, ainda pior com a alienação às redes sociais. Assim, forma-se uma sociedade em que o ego (valorização excessiva sobre si mesmo) reina, e com ele, a vontade de mostrar às pessoas uma falsa perfeição, pelo sentimento de superioridade em relação ao outro.

Ademais, também é importante analisar que o narcisismo e o ego inflado começam na infância, quando a criança é elogiada exageradamente, ocasionando a necessidade de querer sempre ser aprovada e glorificada. Segundo levantamento do Youthoconomis, o Brasil é o país com a pior perspectiva para jovens na América Latina. Nesse sentido, esse ciclo precisa ser desconstruído para que as gerações futuras não acarretem mais problemas.

Portanto, tendo esses pontos em vista, é indispensável intervir sobre essa geração narcisista. Para isso, o poder público deve investir em informação por meio da destinação de verbas em palestras e campanhas sobre auto-estima e a necessidade de sentir-se bem consigo mesmo sem precisar da aprovação dos outros, a fim de conscientizar os jovens e crianças e não terem a mente facilmente influenciadas. Além disso, pais e responsáveis devem reforçar essas informações em casa e dialogar com as crianças desde cedo sobre os perigos do ego inflado.