Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 28/10/2022
Na Idade Contemporânea, Getúlio Vargas decretou estado de sítio no Brasil, concentrando todo o poder em suas mãos, se colocando como o centro da nação.
Dessa forma a história é congênere à geração narcisista que vêm nascendo nos últimos tempos. Nesse prisma, avulta-se dois aspectos relevantes: a linha tênue entre a autoestima e o narcisismo e a criação infantil a base de recompensas.
A priori, evidencia-se que existe uma linha tênue que faz com que a autoestima seja comparada com o narcisismo, mesmo que exista uma diferença significativa entre ambas. Se analisado Hitler, representante narcisista era inteligente, esperto e engenhoso, todavia, sua sede por poder resultaram em milhões de mortos. So essa óptica, sua necessidade de controle absoluto, o fizeram transformar qualidades em defeitos, essa é a diferença existente entre pessoas com a autoestima boa e pessoas narcisistas.
Ademais, é notório que muitas vezes esse comportamento é fruto da criação por recompensa, a qual se baseia em tudo de bom que fizer terá um prêmio. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade vive amores fluidos, ou seja, não amam uma flor, mas amam a sensação que a flor transmite. Consoante a isso, esse tipo de criação cria uma falsa ilusão na criança, mas, a realidade é totalmente diferente o que resulta em adultos cheios de si, que não amam ter uma boa conduta, mas a têm por saberem que terão o controle e recompensa.
Por fim, é de suma importância que o governo junto ao Ministério da Cultura amenizem o cenário atual. Urge que, criem eventos que ensinem de forma criativa a sociedade a entender qur não têm o poder nas mãos e que a vida nem sempre lhe recompensará, por meio de, museus interativos, peças teatrais e feiras festivas que demonstrem o perigo do narcisismo. Somente assim, o povo não se colocará como centro, como o Vargas.