Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 16/11/2022
Na mitologia grega, Narciso era tão belo e vaidoso que acabou apaixonado pelo próprio reflexo, o que trouxe prejuízos mentais para o rapaz. Longe da fantasia, o narcisismo está cada vez mais presente, uma vez que as ações comunitárias são cada vez menos notadas, dando espaço para o egocentrismo. Assim, essa reafirmação de “superioridade” é prejudicial para boa parte da população, e o problema tem como causas a falta de sensibilidade midiática e a má relação com a família.
Nesse sentido, o relacionamento saudável entre pais e filhos é algo considerável para o desenvolvimento da criança. Porém, grande parte dos responsáveis não sabem identificar quando os filhos necessitam de ajuda, mas suas atitudes são, normalmente, chamar atenção por meio de ações dominadoras e abusivas. Segundo a OMS, os indivíduos narcisistas podem desenvolver doenças psíquicas graves, como transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva. Desse jeito, é importante que o ambiente familiar seja de diálogo e afeto para que os indivíduos que sofrem com o problema tenham ajuda adequada.
Também, a mídia exerce forte influência na vida das pessoas, principalmente dos mais jovens. dessarte, a conjunto está cada vez mais preocupada com os julgamentos alheios e, por isso, a influência midiática reforça o padrão do narcisismo, de ser superior aos demais. Por isso, o sociólogo Émile Durkheim coloca em pauta o suicídio egoísta, ou seja, quando uma pessoa não é inserida em um ambiente que ele se identifica, o suicídio pode ser uma alternativa para o problema. Desta forma, a mídia reforça esses padrões, e quando o indivíduo não alcança esse ideal, a chance desse cidadão não ser compreensivo com o corpo social é grande e assim gera problemas de convivência.
Por isso, para que as ideias de Durkheim não sejam realidade na sociedade, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a família, faça palestras nas escolas. Desse modo, a ação ocorrerá por meio da destinação de parte do PIB para a contratação de psicólogos capacitados. Logo, o diálogo entre a escola e estudantes deve ser de aprendizagem de ambos, de forma que esse público aprenda mais sobre valores e empatia, que são importantes para todos cidadãos.