Geração narcisista: um pedido de socorro ou um ato de reafirmação?
Enviada em 28/09/2023
Segundo o sociólogo polonês Bauman, a sociedade contemporânea vive de relações líquidas, ou seja, não cria vínculo e nem “segurança” pois, não são feitos para durar. Diante de tal perspectiva, pode-se afirmar que o narcisismo é uma das consequências dessa nova era. Logo, é necessário analisar os impactos na sociedade.
É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma a internet influencia no dia a dia. No episódio “Queda Livre” de Black Mirror, é mostrado um mundo de status e de popularidade na rede social, ou seja, o quão sua vida pode ser perfeita. Infelizmente, não só no filme, mas também na realidade a nova era dos influencers digitais traz esse propósito, “cubra suas feridas com purpurina e flores que tudo ficará bem”, o que acarreta a diversos distúrbios à saúde da população e traz novos comportamentos frente ao cenário.
Cabe mencionar, em segundo plano, quais são os novos comportamentos e suas consequências. É de fato que os indivíduos estão cada vez mais atrelados a internet e ao vício de comprovar uma realidade alternativa, na qual se convence da própria mentira e se torna um ciclo vicioso. O sociólogo Richard Sennett afirma que as pessoas usam a internet como uma “vitrine” em vez de uma ferramenta de comunicação, o que reafirma a situação dos usuários e um novo modo de agir de vangloriação, conhecido como Narcisismo. A pessoa narcisa age movido pelo egoísmo e não mede as consequências diante do corpo social.
É fundamental, portanto, que o governo federal faça campanhas de conscientização, visando a população jovem com a criação de oficinas educativas, visando à elucidação das massas sobre o uso da internet. Ademais, é vital a capacitação dos professores e dos pedagogos, pelo Ministério da Educação, com o fito de incluir mais atividades físicas para instigar a novos hobbies nas crianças e adolescentes, para que assim melhore a qualidade de vida deles e por fim desnaturalize a ideia de modernidade líquida proposto pelo filosofo Bauman.