Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 22/08/2025

No programa “Art Atack” da Disney, um coqueiro como personagem propõe meios de reciclagem e reutilização de resíduos sólidos, além de ensinar crianças com essa visão propaga para os demais que assistem. No entanto, ainda hoje no contexto da sociedade brasileira, persiste o debate sobre a gestão de resíduos na sociedade brasileira, especialmente em situações onde os menos privilegiados sofrem mais. Diante desse cenário, evidencia-se que a desigualdade brasileira potencializa os efeitos negativos da má gestão dos lixos sobre as populações mais vulneráreis.

Primeiramente, nota-se o acumulo de lixos que o país gera, e a ineficácia da reciclagem e coleta seletiva tornam mais grave o problema. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de trinta por cento dos municípios brasileiros utilizam lixões como forma de destinação final, sendo essa a pior pratica de descarte por contaminar a fauna, afeta o solo, água e o ar, depreciando cada vez mais a sustentabilidade do meio ambiente, e os residentes ao redor da área. Consequentemente, os moradores próximos a esses lixões sofrem impactos diretos na saúde e na qualidade de vida

Em segundo plano, por se tratar de um tema que acarreta grandes riscos iminentes à saúde pública, a questão contribui para a desigualdade social. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a escassa gerencia dos resquícios pode levar a uma série de doenças, de infecciosas a cardiovasculares. Na queima de lixo, a presença de poluentes causa irritações nas vias respiratórias, como também aumenta o risco de doenças como leptospirose, sengue e malária. Assim, pessoas de baixa renda, sem soluções de prontidão acabam sendo prejudicadas, adquirindo graves doenças ou morrendo.

Em suma, é fundamental que o Estado estabeleça medidas que atenuem o quadro exposto. Para isso, urgem que o Ministério da Educação e ONGs criem programas de incentivo para adotar medidas integradas de educação ambiental, por meio de investimento em tecnologias de tratamento de resíduos com parcerias entre universidades, institutos públicos e setor privado, reduzindo o impacto ambiental e social. Somente assim, será possível minimizar o impasse.