Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 25/08/2025

No programa “Art Atack” da Disney, um coqueiro como personagem propõe meios de reciclagem e reutilização de resíduos sólidos, além de ensinar crianças como essa visão propaga para os demais que assistem. No entanto, ainda hoje no contexto da sociedade brasileira, persiste o debate sobre a gestão de resíduos, especialmente em situações nas quais os menos privilegiados são os mais afetados. Diante desse cenário, evidencia-se que a desigualdade brasileira potencializa os efeitos negativos da má gestão dos lixos sobre as populações mais vulneráreis.

Primeiramente, nota-se o acúmulo de lixo gerado pelo país, enquanto a ineficácia da reciclagem e coleta seletiva torna mais grave o problema. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de trinta por cento dos municípios brasileiros destinam seus resíduos a lixões, a pior prática de descarte, por contaminar a fauna, prejudicar o solo, a água e o ar, comprometendo a sustentabilidade do meio ambiente e afetando os moradores das áreas próximas. Consequentemente, essas populações sofrem impactos diretos na saúde e na qualidade de vida.

Além disso, por se tratar de um tema que acarreta grandes riscos iminentes à saúde pública, a questão contribui para a ampliação da desigualdade social. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a gestão insuficiente de resíduos pode levar a diversas doenças, desde infecciosas até cardiovasculares. Durante a queima do lixo, a presença de poluentes causa irritações nas vias respiratórias, e aumenta o risco de enfermidade como leptospirose, dengue e malária. Assim, pessoas de baixa renda, sem acesso a soluções adequadas, acabam sendo mais prejudicadas, desenvolvendo graves doenças ou morrendo.

Em suma, é fundamental que o Estado estabeleça medidas que atenuem o quadro exposto. Para isso, urge que o Ministério da Educação e ONGs, criem programas de incentivo e adotem medidas integradas de educação ambiental, por meio de investimentos em tecnologias de tratamento de resíduos com parcerias entre universidades, institutos públicos e o setor privado, de modo a reduzir os impactos ambientais e sociais. Somente assim será possível superar o impasse.