Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 29/04/2026

Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, uma pedra no meio do caminho”. Os versos deste poema podem exemplificar, na atualidade, os perigos da ausência governamental na infraestrutura de pontos de reciclagem no Brasil contemporâneo, e o egocentrismo social perante os indivíduos dependentes da coleta de resíduos. Com efeito, há de se combater: a omissão do Governo e o individualismo social.

Diante disso, para o político italiano Noberto Bobbio em sua obra: “O dicionário de Política”, aborda-se os direitos humanos, a política e a função do Estado. Para ele, todo o ser humano deve ter os seus direitos garantidos e o Estado deve exercer a sua função não só teoricamente, mas na prática. Entretanto, a má administração de restos de lixos no Brasil são notórios, haja vista que o Estado não demonstra preocupação no investimento de reaproveitamento de materiais consumidos por uma população, e consequentemente sem uma economia circular de bens altamente recicláveis ocorre o consumo exagerado de produtos e a ausência da coleta de materiais como o plástico, que ao se decomporem á céu aberto ramificam-se de microplásticos, que poluem os solos e os oceanos. Ademais, o Estado se torna hipócrita ao dizer que possuem leis ambientais que vis proteger a natureza como o Artigo 255º da Constituição Brasileira, mas não deliberam desses direitos para a população dependente da gestão reciclável.

Outrossim, o político sul-africano Nelson Mandela combateu o individualismo incentivando a participação de todos os seres humanos por uma nação justa e igualitária. Contudo, os catadores recicláveis sofrem da negligência estatal de reaproveitamento de matérias-primas, tornando- se dependentes economicamente da Instituição. Além do mais, os esteriótipos negativos destes indivíduos na sociedade trazem visões distorcidas, como as ideias de que são “sujos” e “miseráveis”.

Portanto, cabe ao Governo Federal fortalecer o Artigo 255º da Constituição Brasileira para uma maior manutenção ambiental, e usar as finanças públicas para o investimento de pontos de coleta de reciclagem, a fim de que a economia circular ocorra para os catadores ambientais que dependem desta renda.