Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 05/05/2026

A Agenda 2030 foi um pacto Global da Organização das Nações Unidas em 2015, que estabelece metas para o desenvolvimento sustentável, como a preservação ambiental e a gestão adequada de resíduos sólidos. No entanto, apesar desse compromisso internacional, o Brasil ainda enfrenta entraves na gestão de resíduos na sociedade, o que compromete a harmonia entre progresso e responsabilidade ecológica. Nesse contexto, destaca-se a negligência e a falha educacional como principais causas desse quadro adverso.

Em primeira análise, nota-se que a inoperância governamental compromete a gestão de resíduos na sociedade brasileira. Acerca disso, a antropóloga Lilia Schwarcz aponta que o país adota uma “política de eufemismos”, isto é, suaviza problemáticas graves em vez de enfrentá-las com ações concretas. Sob essa ótica, a crítica aplica-se à realidade nacional, visto que o Estado falha em estruturar políticas eficazes de gerenciamento, negligenciando investimentos em coleta seletiva e ecopontos. Isso favorece o descarte irregular e o entupimento de bueiros. Logo, sem medidas sustentáveis, os impactos ambientais tendem a se intensificar.

Outrossim, a lacuna educacional configura é outro fator determinante para a ineficaz gestão de resíduos na sociedade brasileira. Nesse viés, o sociólogo Edgar Morin defende que a educação deve contemplar a multiplicidade de saberes. Contudo, o ensino ainda não prioriza a formação crítica voltada à consciência ambiental. Como resultado, muitos indivíduos não desenvolvem responsabilidade quanto ao descarte adequado do lixo, como deixar torneiras abertas sem necessidade ou ignorar vazamentos domésticos. Assim, evidencia-se a urgência de uma educação que forme cidadãos ambientalmente conscientes.

Em suma, torna-se evidente a nessecidade de melhorar a gestão de resíduos. Para isso, o Governo Federal - administração central do país - investir em coleta seletiva e ecopontos com verbas públicas, por meio por meio de investimentos em coleta seletiva, a fim de reduzir o descarte irregular, além de escolas promoverem educação ambiental contínua. Somente assim, será possível reduzir o descarte irregular e garantir sustentabilidade, assim como propõe a Agenda 2030.