Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2026

Em 2015, a Organização das Nações Unidas lançou a Agenda 2030, pacto global que estabelece metas para o desenvolvimento sustentável, o qual defende ser de grande valia uma comunidade com gestão de resíduos sólidos sustentável. No entanto, apesar desse compromisso internacional, o Brasil ainda enfrenta a problemática do mau descarte de resíduos sólidos, o que compromete a harmonia entre progresso e responsabilidade ecológica, como dito na Agenda. Nesse contexto, torna-se necessário analisar não só a negligência do governo, mas também a lógica capitalista como principal causa desse quadro adverso.

Com efeito, ressalta-se que a inoperância governamental favorece o acúmulo de lixo. Acerca disso, a antropóloga Lilia Schwarcz aponta que o país adota uma “política de eufemismos”, isto é, suaviza problemáticas graves em vez de enfrentá-las com ações concretas. Sob essa ótica, a crítica da pensadora se aplica à realidade nacional, uma vez que o Estado falha em estruturar uma política eficaz de gerenciamento de resíduos. Isso favorece o descarte irregular, gerando enchentes e doenças como as transmitidas pelo Aedes aegypti. Logo, sem medidas públicas eficazes, os danos ambientais tendem a se agravar.

Acerca disso, a lógica capitalista configura entrave à gestão de resíduos sólidos, visto que prioriza o lucro em detrimento da sustentabilidade. Nesse viés, segundo o filósofo Karl Marx, o sistema capitalista estimula o acúmulo de capital e ignora seus impactos negativos. Dessa forma, tal dinâmica manifesta-se, por exemplo, na produção excessiva de embalagens plásticas e produtos descartáveis, que incentivam o consumo e o descarte rápidos. Como consequência, há acúmulo de resíduos em espaços insuficientes, sobretudo porque muitos materiais não se degradam rapidamente. Em vista disso, sem princípios sustentáveis, os problemas tendem a se agravar.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de melhorar a gestão de resíduos, Nesse sentido, cabe ao Governo Federal -administração central do país- Ampliar a fiscalização e investir em coleta seletiva e ecopontos com verbas públicas, a fim de reduzir o descarte irregula. Ademais, cabe às empresas reduzir descartáveis e incentivar a reciclagem. So assim, chegaremso no objetivo da agenda 2030.