Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2026

O Parasita retrata as desigualdades sociais por meio de uma família que vive em condições precárias, exposta, inclusive, ao acúmulo de lixo e à falta de saneamento adequado. Paralelo a isso, na sociedade contemporânea, a gestão de resíduos na sociedade brasileira evidencia falhas no descarte e no tratamento do lixo, configurando-se como um desafio persistente. Portanto, é urgente debater sobre a negligência governamental e a desigualdade social.

Diante desse cenário, é necessário entender como a negligência governamental impede a efetiva gestão de resíduos. Sob essa ótica, a antropóloga Lilia Schwarcz afirma que o Estado adota “políticas de eufemismos”, ao suavizar problemas em vez de resolvê-los. Nesse sentido, a omissão estatal na implementação de políticas públicas e a falta de investimentos em infraestrutura de coleta e reciclagem perpetuam a precariedade do sistema, como evidenciado em “Parasita”, resultando no acúmulo inadequado de lixo e em impactos ambientais e sanitários. Logo, a negligência estatal intensifica a crise na gestão de resíduos.

Com efeito, é válido ressaltar que a desigualdade social agrava esse cenário. Segundo Ariano Suassuna, há uma divisão estrutural entre privilegiados e marginalizados. Assim, indivíduos em situação de vulnerabilidade possuem menor acesso a serviços básicos de saneamento e coleta de lixo, o que contribui para o descarte irregular de resíduos e para a degradação ambiental, intensificando problemas urbanos e sociais. Logo, é urgente combater as desigualdades estruturais.

Por fim, é indispensável melhorar a gestão de resíduos na sociedade brasileira. Por isso, é importante que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério das Cidades, desenvolva um Plano Nacional de Gestão de Resíduos, por meio da ampliação da coleta seletiva e de campanhas educativas, a fim de promover o descarte correto e a reciclagem. Ademais, cabe ao Estado investir em infraestrutura e inclusão de catadores, garantindo suporte e eficiência no sistema. Dessa forma, será possível transformar a realidade apresentada em “Parasita”, evitando a intensificação dos problemas ambientais no Brasil.