Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 02/05/2026
O filme da Disney “Wall-e” é uma crítica distópica ao consumismo desenfreado, à produção excessiva de lixo e ao descaso com o meio ambiente. Apesar de ser uma obra de ficção, ela pode ser relacionada ao problema do tema, uma vez que eviden-cia como, a deteriorização dos ecossistemas causada pela intervenção humana, se-ja pela exploração predatória de recursos ou por condutas cotidianas, rompem o e-quilíbrio ambiental. Nesse contexto, a obsolescência programada e desmatamento impulssionam a perpetuação desse problema.
Em primeira instância, o documentário “História das coisas” explica o ciclo de pro-dução, consumo e descarte, mostrando que a redução da vida útil dos produtos é planejada já nas etapas iniciais de criação da mercadoria. Este cenário trata-se de uma lógica que estimula o uso contínuo, presente em situações como o abandono frequente de eletrônicos, materialismo e a produção industrial em larga escala, ge-rando assim cada vez mais lixo eletrônico no Brasil.
Além disso, a Lei de Crimes Ambientais estabelece sanções para condutas que prejudicam o meio ambiente, reconhecendo como infrações a degradação das flo-restas e o abandono de resíduos em locais inadequados. No entanto, a recorrência dessas práticas evidencia a falha na administração pública, visto que o desmanta-mento na Amazônia subiu 91% no ano de 2025, de acordo com dados divulgados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Reno-váveis (IBAMA), criar leis mais rigorosas e garantir a efetivação e o cumprimento das normas já existentes, por meio de fiscalizações para crimes ambientais e pales-tras educacionais, a fim de combater a devastação e durrubada das florestas e ori-entar estudantes sobre o consumismo desenfreado. Assim evitando que a Terra se torne inabitável, coberta de detritos e abandonada pela humanidade.