Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 05/05/2026

No filme “Wall-E”, é retratado um futuro distópico em que a Terra se torna inabitável devido ao acúmulo excessivo de lixo produzido pelos seres humanos. Fora da ficção, observa-se que, na sociedade brasileira, a problemática da gestão de resíduos ainda representa um grande desafio, uma vez que, de modo semelhante ao cenário do filme, há a destinação inadequada do lixo e a baixa conscientização ambiental. Assim, torna-se necessário analisar a lógica consumista e a deficiência educacional como fatores que agravam essa questão.

Diante de cenário, a mentalidade mercantil dificulta a conscientização individual sobre as mudanças climáticas. Acerca disso, o filósofo Karl Max aponta que o sistema capitalista visa ao lucro e, assim, ignora os efeitos negativos causados por essa busca excessiva pro capital. Sob essa ótica, tal crítica aplica-se à realidade atual, uma vez que o consumo compulsivo e a superprodução decorre, da priorização de ganhos econômicos em detrimento do meio ambiente - a exemplo em áreas de grandes metrópoles -, intensifica a geração de resíduos, o que resulta na sobrecarga de aterros sanitários e no descarte irregular em vias públicas. Logo, enquanto essa mentalidade persistir, a problemática do lixo continuará sendo agravada no país.

Além disso, é importante destacar que a deficiência no sistema educacional agrava o problema da gestão de resíduos. De acordo com o sociólogo Edgar Morin, a educação deve promover a integração de saberes e o desenvolvimento do pensamento crítico. No entanto, no Brasil, a ausência de uma educação ambiental eficaz — perceptível na falta de projetos escolares voltados à reciclagem e ao consumo consciente — impede que os indivíduos compreendam seu papel na preservação ambiental, o que contribui para o descarte inadequado de resíduos. Portanto, sem a formação de uma consciência ecológica, torna-se difícil reverter esse cenário.