Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 28/04/2026
No plano “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, criado pela Organização das Nações Unidas, abordam-se cidades e comunidades sustentáveis e sobre torná-las inclusivas, seguras e ecológicas. Entretanto, a gestão de resíduos na sociedade brasileira é inoperante, visto que a produção de rejeitos é cada vez maior com o consumo intenso de produtos para utilização imediata. Dessa forma, atuam ao agravar o caso não só a negligência governamental, mas também a ineficácia da mídia.
Em primeira análise, o descaso estatal reforça um viés problemático. Nesse sentido, a novela “Avenida Brasil” expõe a personagem Lucinda, que vive em uma área marginalizada cercada por pilhas de lixo. Sob essa ótica, a omissão do Estado é evidente ao ignorar o impacto desigual dos resíduos, expondo comunidades periféricas a riscos sanitários — como leptospirose e asma — que não atingem áreas privilegiadas. Prova disso é que, segundo o IBGE (2023), 31,9% dos municípios brasileiros ainda usam lixões. Assim, enquanto a má gestão se sobrepuser ao direito ambiental, a negligência sanitária permanecerá estrutural.
Ademais, a mídia estimula a produção de lixo em detrimento da conscientização. O filme “Wall-E” ilustra uma sociedade que habitou o espaço após o governo falhar em lidar com o acúmulo de resíduos na Terra. Analogamente, o cenário brasileiro é impulsionado por uma mídia que, via publicidade exacerbada, incentiva o consumo de produtos com embalagens de difícil degradação, como o plástico. Como tal, observa-se a crescente onda de aplicativos de compras online que, ao priorizarem interesses comerciais, tornam invisíveis os perigos do descarte inadequado. Nessa perspectiva, a omissão mediática impede que a população adote práticas sustentáveis, agravando a crise ambiental.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente erradicar lixões mediante investimentos em aterros e reciclagem. Além disso, o Ministério das Comunicações deve exigir que mídias veiculem campanhas de educação ambiental nas redes sociais e em canais televisivos. Tais ações visam garantir a saúde pública e a sustentabilidade da ONU, evitando que o Brasil atinja a distopia de “Wall-E”.