Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 30/04/2026

A obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, mostra como a falta de higiene e o descuido com o ambiente eram graves no Brasil do século XIX. Hoje, mesmo com leis como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o problema do lixo no país ainda lembra o cenário do livro. Isso acontece porque a existência de lixões e a falta de educação ambiental são barreiras que prejudicam a saúde das pessoas e a natureza.

Em primeiro lugar, é importante notar a falha do governo em cumprir as leis. Embora a regra diga que os lixões devem acabar, muitas cidades ainda jogam lixo em locais errados. Isso cria uma “invisibilidade do lixo”: depois que jogamos algo fora, paramos de nos preocupar, mas o problema continua. Esse lixo acaba soltando líquidos que poluem a água debaixo da terra e atraem bichos que transmitem doenças. Assim, a falta de estrutura mostra que o governo ainda não lida bem com o problema.

Além disso, o comportamento das pessoas piora a situação. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos em uma época de consumo exagerado, onde tudo é descartado rápido demais. No Brasil, como não há um ensino forte sobre o meio ambiente, pouca gente separa o lixo ou recicla. Sem entender que cada um deve fazer sua parte, o sistema de reciclagem não funciona, o que lota os aterros sanitários e joga dinheiro fora, já que muitos materiais poderiam ser reaproveitados.

Portanto, medidas são urgentes para mudar essa realidade. O Ministério do Meio Ambiente, junto com as prefeituras, deve investir em centros de triagem e aterros modernos, fiscalizando melhor para que a lei seja cumprida. Ao mesmo tempo, o Ministério da Educação deve criar campanhas nas escolas e na internet para ensinar as pessoas a consumirem menos e a separarem o lixo corretamente. Só assim o Brasil poderá ter um futuro mais limpo e equilibrado.