Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 29/04/2026
No filme Wall-e, a Terra encontra-se em condições inabítaveis para a vida conhecida, consequências direta da geração de resíduos sólidos e orgânicos que ocasionaram no “fim” da vida humana do planeta. Não distante da ficção, percebe-se o encaminhamento do Brasil para a mesma realidade, haja vista a grande produção de resíduos. Desse modo, desencadeiam esse problema o exacerbado consumo brasileiro e as ineficácias políticas públicas.
Em primeira instância, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, no mundo pós-moderno, o consumo é uma das condições mediadoras da vida, tal qual o que não é essencial a ela – supérfluo – torna-se uma necessidade de consumo. Fato é que, esse comportamento desregrado (consumismo) gera como consequências a gênesis de resíduos, causando grandes danos ao meio ambiente e o esgotamento de seus recursos. Nesse contexto, o problema não está vinculado a tão somente ao descarte de um produto sem uso, mas ao descarte de embalagens, sacolas plásticas e outros adereços atribuídos ao consumo de um produto e utensílios.
Ademais, a ineficácia de políticas públicas – política nacional de resíduos sólidos – contribui para o agravamento do problema, haja vista que ela não é cumprida efetivamente. Por essa perspectiva, lixões que não deveriam estar mais em atividade, como também o descarte inadequado aliado ao aumento da produção de resíduos sólidos e orgânicos, fomentam a manutenção do problema, além de demonstrar a incompetência do Estado na efetivação da lei. Por essa ótica, segundo pesquisas realizada pelo Jornal Nacional, ainda existem mais de 3 milhões de lixões abertos (proibido pela política nacional), além de um aumento de 26% na produção de lixo. Dessa forma, há a necessidade de uma gerência eficaz para sanar esse problemática.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar a problemática. Para tanto, é necessário haver o engajamento massivo do corpo social como uma maneira de demonstrar interesse pela causa, instigando o pode público a ser mais efetivo no cumprimento das políticas públicas.