Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2026

O filme animado Wall-e, lançado em 2008, nos apresenta um futuro distópico no qual a humanidade, seguindo o “American way of life” e por conta da falta de uma infraestrutura baseada no crescimento populacional exacerbado, acaba transformando o planeta em um grande lixão a céu aberto. O filme nos traz isso caricatamente, mas não foge de conceitos que já se fazem presentes na sociedade atual. Trazendo isso para a realidade brasileira, podemos observar que a falta de investimento em infraestrutura e também de conscientização populacional sobre a reciclagem, por exemplo, nos leva a uma situação de má gestão de resíduos, em um contexto geral.

É de fácil percepção que, cada vez mais, a sociedade brasileira vem se tornando consumista, e a grande ascensão de aplicativos de compras online demonstra isso de forma palpável, porém, não existe, de fato, uma forma de descarte correto que seja de conhecimento público, fácil acesso e incentivada pelos apps e/ou pelo governo, o que é evidenciado pela existência de inúmeros lixões espalhados pelo país.

Além dos pontos já apresentados, a falta de preparação para que haja a coleta e tratamento desses resíduos, da parte governamental, principalmente em áreas rurais, faz com que a população tenha que se livrar do lixo de formas “extraoficiais”, o que também é uma causa para os lixões a céu aberto que podemos encontrar.

É inegável a existência da necessidade de investimento da parte governamental, em vista dos pontos pré-estabelecidos, para que haja melhor cuidado com relação aos resíduos gerados pela população brasileira, a construção de formas mais ecológicas e principalmente acessíveis à grande massa populacional, não apenas acessível, como também intuitiva, de forma que não haja a necessidade de “inventar” novas formas de descartar o lixo.