Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 30/04/2026

A produção cinematográfica “Wall-E” retrata as condições do mundo em um futuro onde os próprios humanos abandonaram o planeta, devido a enorme quantidade de lixo, que foi resultado do consumo excessivo e da má gestão de resíduos. Atualmente, apesar do descaso de muitos indivíduos, nota-se um aumento na preocupação da população com o meio ambiente, sobretudo por estar influenciando as mudanças climáticas. Desse modo, a má gestão de resíduos ocorre por dois principais motivos, o consumo exagerado e a negligência do governo.

Diante desse cenário, o consumo desnecessário em massa tem se tornado um grande obstáculo para a redução de detritos ou restos na natureza. A obra “The True Cost” evidencia como o consumo exacerbado, impulsionado principalmente pela indústria da moda, tem contribuido significativamente para a intensificação da geração de resíduos sólidos. Acerca disso, um exemplo comum presente no dia a dia é a atuação dos influenciadores digitais, que estão constantemente nos recomendando produtos para adquirir, que muitas vezes acabam não sendo de qualidade, o que, por conseguinte, só contribui com a poluição do planeta, agravando os problemas ambientais.

Nessa lógica, outro fator que está diretamente ligado à ineficiência na gestão de resíduos é a inoperância estatal. A antropóloga Lilia Schwarcz aponta que o Brasil adota uma “política de eufemismos”, ou seja, a sociedade tende a suavizar problemas sérios. Assim, a negligência governamental se torna uma entrave, visto que a ausência de medidas de conscientização contribui para a normalização do problema, o que pode ser observado na sociedade. Consequentemente, o dilema se perpetua, evidenciando a urgência de ações públicas mais eficazes.

Portanto, o consumismo desenfreado e a negligência do poder público são os maiores imbróglios na minimização de descartes na sociedade. Contudo, cabe ao Governo Federal, instância máxima de administração do poder executivo, por meio de campanhas, incentivar o consumo sustentável, para que possa haver a diminuição da adversidade. Logo, é ilógico que, enquanto garantidor de direitos fundamentais, o Estado ignore a grave realidade.