Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 05/05/2026
Hodiernamente, a sociedade brasileira enfrenta desafios intangíveis no manejo dos resíduos sólidos urbanos (RSU), popularmente conhecidos como lixo. De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos 2023, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o brasileiro gerou em média 1,04 kg de RSU por dia em 2022, totalizando cerca de 77,1 milhões de toneladas no ano — volume 40% superior ao recomendado. Diante disso, urge a adoção de ações efetivas, embora medidas em curso ainda enfrentem obstáculos, como a baixa capacidade de reciclagem, que não acompanha a produção de resíduos, e práticas de gestão com alcance insuficiente.
No ensino de ações sustentáveis, destaca-se a tríade dos “3 Rs” (reduzir, reutilizar e reciclar), sendo a reciclagem uma das mais difundidas e fundamentadas. No entanto, esse hábito, embora eficaz, enfrenta grandes obstáculos: censos entre 2010 e 2023 indicam que o Brasil recicla apenas 4% dos cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos produzidos anualmente. Fatores como a ausência de coleta seletiva em muitas regiões, a alta contaminação de materiais recicláveis e a falta de conscientização — com mais de 70% da população não separando corretamente o lixo — explicam essa discrepância. Assim, antes de ampliar a reciclagem, necessita-se investir antes na valorização de resíduos com potencial reciclável.
Ademais é de extrema relevância o aumento de coleta, análise e dispersão de dados sobre produção de refugo, coisa que não vem acontecendo na situação atual, esse ato poderia melhorar a precisão de coleta de resíduos, além de melhorar a conscientização sobre a relevância das ações dependentes dos cidadãos.
Dessa maneira, é de gravidade ações do âmbito político e civil em conjunto. O governo do Brasil, por meio de instituições como o Ministério do Meio Ambiente, deve ser responsabilizar pela efetuação de leis e práticas de curso sustentável, como a correta aplicação da lei 12.305/2010, de resíduos, além de pressionar ações da população, como separação do lixo e outras práticas, assim como vice e versa, para equilíbrio da situação residual do país.