Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 03/05/2026
‘‘Wall-E’’, filme de animação lançado pela Pixar em 2008, segue um robô que busca limpar a Terra, agora abandonada, que se encontra coberta de lixo colossal, fruto da negligência ambiental. Levando isso para nossa realidade, embora o Brasil não viva um cenário apocalíptico de abandono planetário, a gestão de resíduos na sociedade brasileira reflete uma ‘‘distopia em construção’’. Nesse contexto, a problemática é gerada tanto pela insuficiência da infraestrutura estatal quanto pela cultura do descarte sem preocupações, exigindo medidas urgentes para evitar que o colapso mostrado no filme se torne a realidade do país.
Em primeiro plano, é fundamental destacar que a falha na gestão de resíduos no Brasil está ligada principalmente à ineficiência na aplicação de leis ambientais. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), implementada no ano de 2010, que nela era prevista a erradicação dos lixões a céu aberto em poucos anos. Entretanto, ao passar das décadas, milhares de municípios ainda utilizam esses depósitos, obviamente irregulares. Além disso, há também, a marginalização de catadores de lixo, muitos sofrem preconceitos, além de claro, sua constante desvalorização apesar de tanto contribuírem ao meio ambiente com seu trabalho. Dessa forma, a manutenção desse cenário revela dois problemas atuais: os orgãos públicos falham ao não erradicarem os lixões e a sociedade peca com a constante marginalização de quem executa o serviço que muitas vezes é tão pouco valorizado e lembrado.
Portanto, medidas serão necessárias para que a realidade brasileira não seja como a de um filme distópico. Então, cabe as entidades públicas, garantir o cumprimento de leis ambientais como PNRS por meio do aumento das verbas destinadas à construção de aterros sanitários e à fiscalização mais rigorosa de descartes irregulares. Junto disso, é dever também, dos orgãos responsáveis, promover uma maior valorização dos catadores de resíduos,por meio de melhores condições do trabalho e reconhecendo-os como agentes ambientais essenciais. Dessa forma então, só assim o Brasil poderá transformar sua gestão de resíduos e garantir que o futuro do país não seja enterrado sob o peso de seu próprio lixo.