Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 30/04/2026
Na renomada animação WALL-E, é retratado um futuro em que a Terra se torna inabitável devido ao acúmulo excessivo de lixo, resultado da má gestão de resíduos. Fora das telas, a obra reflete a realidade da má gestão de resíduos na sociedade brasileira. Sendo assim, faz-se impreterível a análise dos principais fatores desse quadro: a falta de conscientização ambiental da população e a negligência governamental.
Com efeito, é válido ressaltar que a falta de conscientização ambiental da população agrava a má gestão de resíduos na sociedade brasileira. Sob essa ótica, a antropóloga Lilia Schwarcz aponta que o Brasil tende a naturalizar problemas estruturais, o que dificulta sua resolução. Nesse viés, a ideia da pensadora pode ser alinhada ao atual cenário brasileiro, visto que é frequente o acúmulo de resíduos em vias públicas, o que, por conseguinte, intensifica a poluição urbana. Logo, é urgente que a sociedade se conscientize de suas ações para que não haja um aumento exponencial da problemática.
Ademais, a negligência governamental também se configura como um entrave para a gestão eficiente de resíduos. Nesse sentido, o sociólogo Ulrich Beck discute a “sociedade de risco”, na qual problemas ambientais se intensificam devido à insuficiência de ações estatais. Nessa perspectiva, o assunto discutido pelo pensador se confirma no cenário brasileiro, visto que muitos municípios ainda mantêm lixões a céu aberto, o que, consequentemente, compromete o meio ambiente e a saúde pública. Portanto, é urgente a necessidade de atuação estatal para a resolução da mazela.
Portanto, infere-se a necessidade de aprimorar a gestão de resíduos na sociedade brasileira. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente – responsável pelas políticas ambientais – promover campanhas de educação ambiental, por meio de programas escolares e mídias digitais, a fim de conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo. Além disso, o Governo Federal, mediante investimentos em infraestrutura e fiscalização, deve ampliar a coleta seletiva e substituir lixões por aterros sanitários. Assim, será possível reduzir os impactos ambientais e evitar cenários como o retratado no filme WALL-E.