Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 05/05/2026

No documentário “Lixo extraordinário” retrata o trabalho dos catadores de materiais recicláveis no Jardim Gramacho, que na época era o maior aterro sanitário a céu aberto do mundo. Sob essa ótica, o que esta sendo exemplificado na obra não se difere da realidade atual, pois o Brasil é marcado pela alta produção de lixo, baixa taxa de reciclagem e a persistência de cerca de 3 mil lixões ativos. Desse modo, faz-se necessário discutir tal imbróglio e seus fatores, dentre eles, a insuficiência governamental e na falha na lacuna educacional. Tais fatos refletem uma realidade complexa, que, para o bem da nação, deve ser elucidada.

Diante desse cenário, a negligência estatal atua como um dos principais entraves aos problemas do manejo de resíduos. Nesse viés, a antropóloga Lília Schuwartz aponta que o país adota uma “política de eufemismo”, ou seja, suaviza problemas estruturais em vez de enfrentá-los com ações concretas. Nessa lógica, o estado é análogo a tese de Schuwartz, visto que as autoridades não realizam medidas estratégicas para, de fato, assegurar que os lixões ainda existem sejam desativados, pois de acordo com a PNRS à diversos riscos à saúde da população devido a exposição desses lugares. Logo, enquanto o descaso governamental persistir, será difícil consolidar uma proteção aos indivíduos.

Além disso, a lacuna educacional é um outro fator determinante para o agravamento para a logística reversa. Acerca disso, o sociólogo Edgar Morin defende que a educação deve ser pautada na multiplicidade de saberes. No entanto, a escola brasileira ainda se limita ao ensino tradicional, o qual não prioriza o desenvolvimento do pensamento crítico em relação à conscientização sobre a manipulação dos resíduos. Assim, evidencia-se a urgência de uma educação que forme cidadãos ambientalmente conscientes.

Portanto, em virtude de um governo insuficiente e uma educação ambiental falha. Ademais, cabe ao governo -instância máxima de poder executivo- criar um plano para a devida fiscalização em relação aos depósitos de lixo e criar campanhas educativas que abranja todas as faixas etárias para uma melhor consciência ambiental. Tais providências, aplicam-se por meio de investimentos em cima das fiscalizações e do programa educacional.