Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 04/05/2026

Assim como retratado no filme WALL-E, no qual a Terra se torna inabitável devido ao acúmulo de resíduos sólidos, a sociedade contemporânea brasileira evidencia desafios crescentes na gestão do lixo, exigindo medidas urgentes. Nesse sentido, a negligência na gestão de resíduos advem da falta de concientização por parte do estado e sua inexistência de metodos a favor de sua redução nos municipios.

Em primeira análise, o estado atua como principal regulador sobre o assunto, tendo em vista o artigo 225, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto o mesmo falha em conscientizar a população sobre os riscos de um descarte inadequado, faltando em exemplo campanhas conscientizatorias do tema ou propagandas eletronicas, causando com que diversos locais acumulem muito lixo, como em feiras, que após seu termino acumulam grande quantidades de resíduos que podem causar entupimento de bueiros levando a alagamentos ou aos rios e mares causando mais poluição.

Sob esse viés, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) define que apenas aproximadamente 60% dos municípios no Brasil possuem coleta seletiva, e pouco mais de 50% implementaram leis específicas para separação de resíduos. Desse modo, observa-se que uma parcela significativa das cidades brasileiras ainda carece de políticas públicas eficazes voltadas à gestão de resíduos sólidos, o que contribui para o descarte inadequado do lixo. Como consequência, intensificam-se problemas ambientais, como a contaminação do solo e dos recursos hídricos.

Portanto, o Estado, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve promover a conscientização da população acerca do descarte adequado de resíduos, a fim de evitar o acúmulo irregular de lixo. Isso pode ocorrer por meio de campanhas educativas e propagandas digitais, que evidenciem os impactos ambientais e sociais decorrentes da gestão inadequada dos resíduos. Ademais, cabe ao Poder Legislativo criar e fiscalizar leis mais rigorosas que ampliem e tornem obrigatória a coleta seletiva nos municípios brasileiros. Dessa forma, será possível reduzir os impactos ambientais, promover a sustentabilidade e garantir uma melhor qualidade de vida à sociedade.