Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 02/05/2026
O aumento do consumo na sociedade contemporânea intensificou a produção de resíduos sólidos, tornando sua gestão um grande desafio no Brasil. Nesse contexto, a destinação inadequada do lixo evidencia falhas do poder público e a baixa conscientização da população, o que agrava impactos ambientais e sociais. Conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado e da coletividade garantir um meio ambiente equilibrado, realidade ainda distante no país.
Em primeiro lugar, destaca-se a precariedade na destinação final dos resíduos. Apesar da Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, muitos municípios ainda utilizam lixões ou áreas irregulares. Essa prática provoca contaminação do solo e da água, além de favorecer doenças, evidenciando a insuficiência da aplicação das políticas públicas.
Além disso, a falta de educação ambiental dificulta a participação social. Segundo Zygmunt Bauman, a sociedade atual é marcada pelo consumo excessivo e pela descartabilidade, o que reforça hábitos prejudiciais ao meio ambiente. Assim, muitos não realizam a separação correta do lixo, comprometendo a reciclagem e a coleta seletiva.
Ademais, os catadores de materiais recicláveis exercem papel essencial na redução de resíduos, mas enfrentam condições precárias e falta de reconhecimento, o que evidencia a necessidade de valorização dessa atividade.
Portanto, é fundamental adotar medidas para melhorar a gestão de resíduos no Brasil. O Governo Federal deve ampliar investimentos e fiscalizar o cumprimento das leis, aplicando sanções aos municípios que mantêm lixões. As escolas precisam promover educação ambiental por meio de projetos contínuos. Além disso, as prefeituras devem expandir a coleta seletiva, com pontos de coleta e parcerias com cooperativas, garantindo a inclusão dos catadores. Dessa forma, será possível reduzir os impactos ambientais e construir uma sociedade mais sustentável.