Gestão de resíduos na sociedade brasileira
Enviada em 03/05/2026
O longa-metragem wall-E, da Pixar, ilustra a distopia consequente do descarte incorreto de lixo na Terra, ressaltando o planeta inabitável devido a ausência de políticas sustentáveis. Analogamente, tal cenário dialoga com a realidade de diversas cidades brasileiras, que apresentam lixões a céu aberto e situações insalubres à vivência. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para combater não somente o descaso em relação aos lixões, mas também a melhoria na gestão dos resíduos no Brasil.
Diante disso, o descaso com os lixões intensifica problemas ambientais e sociais nas cidades brasileiras. Paralelamente, o conceito “modernidade líquida”, de zygmunt Bauman, sugere que a sociedade atual valoriza a fluidez e o consumo rápido, gerando o descarte acelerado e falta de compromisso com o destino final do lixo. Esse comportamento gera o aumento descontrolado da produção de resíduos, sobrecarregando os sistemas de coleta e favorecendo o descarte irregular em lixões, acarretando na poluição, em doenças e na degradação ambiental.
Ademais, a melhoria da gestão de resíduos no Brasil requer investimentos e políticas públicas mais eficazes. Nesse sentido, o artigo 225 da constituição federal de 1988 garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao poder público e à coletividade o dever de preservá-lo. O descumprimento desse artigo, aliado a falta de fiscalização e investimento, compromete a gestão adequada dos resíduos, bem como a permanência dos lixões, acarretando na contaminação do solo e água e prejuízos a qualidade de vida urbana.
Portanto, torna-se clara a crise na gestão dos resíduos sólidos e a permanência dos lixões a céu aberto e a necessidade de combatê-los. Dessa maneira, é crucial que o governo federal atue na melhoria dessa gestão e no combate aos lixões. Isso deve ocorrer por meio de políticas públicas — garantindo a preservação do meio ambiente e promovendo a qualidade de vida — , a fim de reduzir a degradação ambiental e os riscos a saúde. Assim, será possível promover o equilíbrio ambiental e o progresso da sociedade.