Gestão de resíduos na sociedade brasileira

Enviada em 03/05/2026

A intensificação do consumo na sociedade brasileira evidencia um problema estrutural: a gestão inadequada dos resíduos sólidos. Embora existam avanços legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a prática ainda revela falhas na coleta, no descarte e na conscientização. Assim, a ineficiência na administração do lixo decorre tanto da omissão do poder público quanto da baixa educação ambiental, agravando impactos sociais e ambientais.

Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Bauman explica, por meio da “modernidade líquida”, a lógica do consumo descartável, que gera excesso de resíduos. No Brasil, isso se evidencia em lixões ainda ativos, na poluição de rios por descarte irregular e na sobrecarga de aterros sanitários. Além disso, a falta de políticas eficazes mantém catadores em condições precárias, apesar de sua importância na reciclagem.

Ademais, a ausência de educação ambiental reforça práticas inadequadas. A Constituição Federal garante o direito a um meio ambiente equilibrado, mas, na prática, há descarte incorreto de lixo, baixo índice de reciclagem e uso excessivo de plásticos, o que contribui para enchentes e contaminação do solo.

Portanto, é necessário que o governo amplie a coleta seletiva e a reciclagem, com mais investimentos e fiscalização. As escolas devem promover educação ambiental contínua, enquanto a mídia pode incentivar hábitos sustentáveis. Dessa forma, será possível melhorar a gestão de resíduos no Brasil.